16 de abril de 2016

Um golpe contra a consciência

Por Marcos Lodi:

Jamais deixarei de me posicionar sobre questões  que envolvam o futuro do meu país. Por isso, resolvi escrever  este texto, constando meu posicionamento pessoal sobre este episódio que se aproxima neste 17 de abril. Concordar ou discordar  é  democrático, além de se tratar  de um direito.

Não tenho coragem de comparecer às  ruas amanhã, trajando verde e amarelo, clamando por um suposto  impedimento  da Presidente, olhando para o plenário e verificando que o mais alto escalão  da Câmara dirige uma questão desta relevância na qualidade de réu em processos gravíssimos com atos inimagináveis.



Não  tenho coragem de pedir "Fora Dilma" sabedor que este cidadão, presidente da Câmara, pode se tornar Governante da República, afinal seria o novo vice presidente.  Há  quem coloque  panos quentes pra você achar que isso é  bobagem, mas a linha de sucessão é  clara, e existe risco do senhor Michel Temer também sofrer impeachment. E então, como  ficaremos?

É constrangedor chegarem novas notícias com indícios claros do desvio de conduta do chefe do parlamento e alguns  ainda acreditarem  que o negócio  é "botar presidente pra correr e dane-se o restante".

Se você consegue  ficar a vontade neste impasse terrível, que invada as ruas e faça  a sua parte. No final da noite  de amanhã, a sua contribuição poderá  ser decisiva para dar ao senhor Eduardo Cunha, o devido perdão  por quaisquer atos ilícitos.  Afinal de contas, cedo ou tarde, mesmo que por uma simples  viagem de Temer, o mandatário do país em exercício será  Cunha. E não  adiantará  convocação  popular que mude isso.

Boa sorte com a sua consciência.



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